Restituição do Imposto de Renda cai em 30 de setembro: como consultar e o que fazer se o dinheiro não entrar
Receita Federal paga lote residual de R$ 1,265 bilhão para 412.186 contribuintes nesta quarta-feira; veja como consultar e como agir se o crédito falhar.
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O lote residual de setembro será creditado ao longo de 30 de setembro para mais de 412 mil contribuintes. |
A Receita Federal paga nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, um novo lote residual da restituição do Imposto de Renda.
Ao todo, serão 412.186 restituições, somando R$ 1.265.846.221,42. O pagamento será feito ao longo do dia para contribuintes incluídos no lote liberado para consulta em 23 de setembro.
O grupo contempla declarações de 2026 transmitidas fora do prazo ou que tinham pendências posteriormente resolvidas, além de restituições residuais de anos anteriores.
Quem recebe a restituição em 30 de setembro
Do total liberado, R$ 466.683.970,39 serão destinados a contribuintes com prioridade legal.
Segundo a Receita Federal, o lote inclui:
9.250 restituições para pessoas com mais de 80 anos;
59.722 restituições para pessoas entre 60 e 79 anos;
7.341 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave;
19.699 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Além desses grupos, outras 281.609 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas ganharam prioridade por terem usado a declaração pré-preenchida e/ou escolhido o recebimento via Pix.
Outras 34.565 restituições serão pagas a contribuintes sem prioridade específica.
Como consultar a restituição do Imposto de Renda
A consulta pode ser feita diretamente nos canais da Receita Federal.
O caminho é:
acessar o portal da Receita Federal;
entrar em Meu Imposto de Renda;
selecionar Consultar minha restituição.
A página oferece uma consulta simplificada e também acesso ao extrato completo de processamento da declaração pelo e-CAC.
O contribuinte também pode acompanhar informações pelo aplicativo oficial da Receita Federal.
Como saber se estou neste lote
Na consulta, o sistema mostra a situação da restituição.
Se o pagamento estiver liberado neste lote, a informação aparecerá na consulta correspondente ao IRPF.
Quem precisar entender melhor alguma pendência pode acessar o extrato de processamento pelo Meu Imposto de Renda, no e-CAC.
Esse extrato é especialmente útil quando o pagamento esperado não apareceu.
O pagamento cai em qual horário?
A Receita não informa um horário único para todos os contribuintes.
O comunicado oficial diz que o crédito bancário será realizado ao longo do dia 30 de setembro.
Isso significa que o valor não precisa necessariamente aparecer logo nas primeiras horas da manhã.
Os créditos são processados pelas instituições financeiras durante o dia.
Por isso, quem estiver incluído no lote e ainda não visualizar o dinheiro pela manhã deve considerar que o pagamento pode ser concluído mais tarde.
Em qual conta a restituição é paga?
A restituição é depositada na conta informada na declaração.
A Receita exige que a conta corrente, poupança ou conta de pagamento esteja vinculada ao CPF do titular da declaração.
Também é possível receber via Pix, desde que a chave utilizada seja obrigatoriamente o CPF do contribuinte.
Chaves de telefone, e-mail ou aleatórias não servem para o pagamento da restituição do Imposto de Renda.
O que fazer se a restituição não cair em 30 de setembro
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| Se o valor não entrar, a Receita recomenda consultar primeiro o extrato da declaração para identificar o motivo. |
Primeiro, é necessário identificar a situação exibida no sistema da Receita.
Não existe uma única causa para o dinheiro não entrar.
Entre as possibilidades estão:
o contribuinte não estar incluído neste lote;
a declaração ainda estar em processamento;
existência de pendência na malha fiscal;
compensação da restituição com débitos;
conta bancária inválida ou encerrada;
problema com a chave Pix CPF.
A recomendação oficial é consultar o extrato da declaração no sistema Meu Imposto de Renda antes de tomar qualquer providência.
O que significa estar na malha fiscal
A chamada malha fiscal, ou malha fina, ocorre quando a Receita identifica informações que precisam de análise adicional.
Enquanto a declaração estiver retida nessa situação, a restituição não é liberada.
O contribuinte pode consultar no extrato quais pendências foram identificadas.
Se perceber algum erro nas informações enviadas, poderá apresentar uma declaração retificadora, desde que seja o procedimento adequado para o caso.
Quando a situação é regularizada e a declaração fica sem pendências, a restituição volta para a fila de pagamento conforme as regras de prioridade.
A Receita pode usar a restituição para quitar dívida?
Pode haver situações em que a restituição fica sujeita a compensação de débitos.
A própria Receita menciona a chamada malha débito, quando existem dívidas que podem afetar o pagamento da restituição.
Por isso, quando o contribuinte esperava receber e o crédito não ocorreu, a consulta ao extrato ajuda a identificar se existe alguma pendência relacionada a débitos.
O que fazer se aparecer “enviada para o banco, mas não creditada”
Essa situação geralmente indica algum problema nos dados usados para o pagamento.
Pode ser, por exemplo:
conta encerrada;
conta com titular diferente;
dados bancários incorretos;
chave Pix CPF sem conta válida vinculada.
Quando a restituição já foi liberada e enviada ao banco, o contribuinte pode reagendar o crédito pelo Banco do Brasil.
A Receita informa os seguintes canais:
4004-0001, para capitais;
0800-729-0001, para demais localidades;
0800-729-0088, para pessoas com deficiência auditiva.
Também é possível fazer o reagendamento pelos canais do Banco do Brasil ou presencialmente em uma agência.
Por quanto tempo posso reagendar o pagamento
Quando o valor é devolvido pelo banco por problema na conta, a restituição fica disponível para reagendamento por um ano.
Dentro desse período, o contribuinte pode informar outra conta válida em seu nome.
Depois de um ano, se o dinheiro ainda não tiver sido resgatado, o valor retorna para a Receita Federal.
Nesse caso, será necessário solicitar a chamada restituição não resgatada na rede bancária pelo e-CAC.
A Receita informa que esse pedido pode ser feito dentro do prazo legal de até cinco anos contado da primeira disponibilização do valor.
Posso trocar a conta antes da restituição ser liberada?
Sim.
Se a restituição ainda não tiver sido liberada, os dados bancários podem ser corrigidos no sistema Meu Imposto de Renda ou por meio de uma declaração retificadora.
Já depois que o valor foi enviado ao banco, o procedimento muda e passa a ser feito por meio do reagendamento.
Por isso, verificar o status no sistema antes de alterar qualquer informação evita escolher o caminho errado.
E se a chave Pix CPF não estiver cadastrada
O pagamento via Pix somente funciona quando a chave utilizada é o CPF do titular da declaração e está ligada a uma conta válida.
Se o contribuinte escolheu Pix, mas o CPF não estiver cadastrado como chave em nenhuma conta, o crédito poderá falhar.
Nesse caso, a Receita orienta regularizar a chave ou reagendar a restituição para uma conta válida.
Em julho de 2026, a própria Receita informou que cerca de 165 mil restituições estavam sem crédito justamente por problemas relacionados ao Pix CPF.
Posso receber a restituição em conta de outra pessoa?
Não.
A conta bancária informada precisa pertencer ao mesmo CPF do titular da declaração.
Se os dados apontarem para uma conta de outra pessoa, o pagamento não será efetuado.
O mesmo princípio vale para o Pix: a chave precisa ser o CPF do próprio contribuinte.
Como funciona a prioridade no pagamento
A Receita segue uma ordem de prioridades.
Em geral, entram primeiro:
pessoas com 80 anos ou mais;
pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência ou doença grave;
contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério;
contribuintes que usaram declaração pré-preenchida e Pix;
contribuintes que utilizaram pré-preenchida ou escolheram Pix;
demais contribuintes.
Dentro de um mesmo grupo, o momento em que a declaração foi entregue e processada também pode influenciar a ordem.
Este é um lote comum ou residual?
O pagamento de 30 de setembro é um lote residual.
Isso significa que ele não faz parte da sequência ordinária inicial de lotes do ano.
Ele reúne contribuintes que, por diferentes motivos, não haviam recebido anteriormente, incluindo casos de declaração entregue fora do prazo ou de pendências que foram regularizadas.
Essa diferença ajuda a entender por que contribuintes de exercícios anteriores também podem aparecer no lote.
Resumo: o que fazer se a restituição não cair
Se você esperava receber em 30 de setembro:
consulte Meu Imposto de Renda;
verifique se realmente está incluído no lote;
confira a situação da declaração;
veja se existe malha fiscal ou débito;
confirme os dados bancários;
verifique se a chave Pix CPF está ativa;
se aparecer “enviada para o banco, mas não creditada”, solicite o reagendamento;
se o valor já tiver sido devolvido há mais de um ano, peça a restituição não resgatada pelo e-CAC.
Fontes consultadas
Receita Federal — lote residual de restituição do IRPF de setembro de 2026.
Receita Federal — serviço “Consultar restituição”.
Receita Federal — Meu Imposto de Renda — orientações sobre processamento da declaração.
Receita Federal — regras sobre dados bancários para restituição.
Receita Federal — orientações para reagendamento de crédito pelo Banco do Brasil.
Receita Federal — restituição não resgatada na rede bancária.
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